As ruas de Jericoacoara não são calçadas, apesar de existirem hotéis e pousadas luxuosas, além de lojas de grifes famosas. Há vários restaurantes (bons) para todos os bolsos. Jantamos em uma pizzaria, no centrinho, com os pés na areia. A pizza era das mais saborosas.
Jericoacoara é protegida por lei federal desde 1984 e, em 2002, foi declarado Parque Nacional. A partir deste ano, não será mais permitido tráfego de veículos particulares pela vila. Estes serão deixados em um estacionamento na entrada. Isto permitirá que a praia conserve a simplicidade e o despojamento que encanta a todos os turistas.
A praia cearense é um dos locais mais pitorescos e encantadores em que já estive. Além da paz, do sossego, das belezas naturais, assistir ao pôr do sol, na duna de mesmo nome, ao final de mais um dia, faz valer a pena a viagem. A praia fica em uma península. Dizem que ali há uma energia especial.
Passamos por alguns percalços no retorno a Fortaleza. Fomos com um carro sem tração 4×4 e havia chovido. Foi um sufoco atravessar as correntezas que se formaram. As restrições – por ser um parque nacional – não permitem construções de estradas e parecia que o mar iria “engolir” o carro. Contratamos um guia que conhecia a região.
Durante nossa estadia em Jericoacoara, fomos ao povoado de Jijoca (de bugue, não tem estrada, o caminho é pelas dunas) conhecer as lagoas e também a Nova Tatajuba (a “velha” Tatajuba foi soterrada pela areia). É um passeio maravilhoso. Na beira da lagoa, os restaurantes servem lagosta, camarões e peixes diversos. No caminho para Tatajuba fomos, de barco, conhecer o mangue e o berçário dos cavalos marinhos.
Tudo valeu a pena, até o receio de perder o carro com todas as malas para aquele oceano revolto. Aconselho a todos que forem a “Jeri” que contratem um serviço de transporte. Boa viagem!
Por: VERA CUSINATO/Zero Hora